quinta-feira, 26 de junho de 2014

XIV Coloquio Panamericano de Infestigación en Enfermaría

Aproveito para divulgar o evento

XIV Coloquio Panamericano de Investigación en Enfermería
“Evidencia y compromiso: El cuidado de Enfermería transcendiendo fronteras”

Site para informações clique

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Violência Obstétrica

Se você já sofreu alguma forma de violência obstétrica, denuncie!

http://cidadao.mpf.mp.br/formularios/formularios/formulario-eletronico

Pode ser anônimo mesmo...mas não fique calada. Precisamos da dua ajuda.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Diretrizes para atenção humanizada com o RN foram atualizadas

Até que enfim.....

A Portaria n°371, de 7 de maio de 2014

Institui diretrizes para organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido (RN) no Sistema Único de Saúde (SUS).
1- assegura o contato pele a pele imediato e contínuo, colocando o RN sobre o abdômen ou tórax da mãe. 
2- proceder o clampeamento do cordão umbilical, após cessadas suas pulsações.
3- estimular o aleitamento materno na primeira hora de vida, exceto em casos de mãe HIV
4- postergar os procedimentos de rotina do RN: exame fisíco, vacinação, medidas antropométricas entre outros....

Para acessar a diretriz click no link

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Episiotomia: diga não!

A episiotomia é uma lesão decorrente de uma incisão no períneo para a ampliação cirúrgica do orifício vaginal, durante a última fase do segundo estágio do trabalho de parto ou nascimento.
Um estudo realizado em cento e cinco hospitais de 14 países da América Latina constatou que nove em cada dez  primíparas com parto vaginal hospitalar entre 1995 e 1998 foram submetidas à episiotomia. . Em comparação, no Brasil a taxa de episiotomia foi de 94,2%.  Esses dados foram semelhantes tanto em hospitais públicos e privados, de cuidados primários e hospitalares, realizados por médicos ou parteiras(1).

Estudo teve como objetivo levantar a frequência de lesões perineais ocorridas em mulheres durante o parto vaginal em uma instituição hospitalar. A amostra foi composta por 279 prontuários de mulheres que pariram na instituição. A prática da episiotomia não foi justificada nos prontuários, sua realização ocorreu sem qualquer enfoque seletivo, sendo praticada rotineiramente na instituição, demonstrando que ainda persiste o desrespeito aos direitos humanos adquiridos pelas mulheres(3).

A prática da episiotomia não foi justificada conforme as suas indicações reais. A sua realização ocorreu sem qualquer enfoque seletivo, sendo praticada rotineiramente na instituição.Fica evidente que a medicalização do parto está presente na instituição hospitalar. Mesmo com a evolução obstétrica e a evidência científica, a realização de procedimento cirúrgico no períneo ainda é freqüente.

É necessário ressaltar que a episiotomia é, no entanto, um dos únicos procedimentos realizados sem qualquer consentimento prévio da paciente, prática esta de fundamental importância. Outro fator que ainda deve ser considerado é o alto custo monetário quando se adota este procedimento como rotina, levando-se em conta o gasto com material utilizado em sua realização e reparo, além do maior tempo de internação hospitalar, fator este de capital importância para países pobres como o nosso(4).

Embora já se tenha comprovado que a prática rotineira da episiotomia não constitui bom exercício da Obstetrícia, a maioria dos obstetras, mesmo os responsáveis pelo ensino médico, não consegue abandoná-la, pois ela lhes foi ensinada nos bancos universitários e eles se acostumaram a ela. É difícil mudar atitudes que fazem parte de nossas vidas a ponto de se tornarem hábitos, mesmo quando se trata de condutas inadequadas. Entretanto, a partir das evidências científicas que comprovam a efetividade da episiotomia seletiva, a mudança de conduta se faz necessária, porque, certamente, resultará em assistência mais humanizada e de melhor qualidade às parturientes. (4).

Estudo realizado no Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP)  teve como  objetivo associar a integridade perineal, laceração espontânea e episiotomia em partos normais com a idade materna, paridade, idade gestacional, peso e vitalidade do recém-nascido. Foram consultados 6.365 partos. Como resultado 25,9% das mulheres foram submetidas a episiotomia, 28,6% tiveram a integridade preservada, 45,5% tiveram laceração espontânea  Conclui-se que chance de episiotomia aumenta com a paridade, prematuridade, peso e vitalidade do recém-nascido(5)

Embora estes fatores não estejam definitivamente estabelecidos, existem evidências indicando o local do parto e o profissional que assiste, a escolaridade materna, a paridade, a altura do períneo, a duração do segundo estágio do parto, a cicatriz perineal anterior, a infusão de ocitocina, a posição no parto, os puxos dirigidos, as manobras de proteção perineal, o peso e o perímetro cefálico do RN, como fatores relacionados, entre outros.(5)

A rigidez perineal, a primiparidade e a prematuridade estão entre os quatro principais motivos para indicar esse procedimento entre os profissionais do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo(5)

O estado fetal não tranquilizador, traduzido por anormalidade no padrão dos batimentos cardio-fetais, pode levar o profissional a realizar a episiotomia, com a finalidade de abreviar o período expulsivo do parto. Nesses casos, a vitalidade do RN pode estar comprometida imediatamente após o nascimento. No presente estudo, o índice de Apgar no primeiro minuto de vida associa-se a episiotomia, indicando 2,1 vezes mais chance de sua ocorrência nos partos em que o bebê nasce deprimido(5).

É importante dizer que nenhuma reivindicação científica parece existir para o efeito benéfico da episiotomia em encurtar o segundo estágio do trabalho de parto ou prevenir o sofrimento fetal, medida pelo índice de Apgar, gases do sangue do cordão, ou de admissão à unidade de terapia intensiva neonatal(6).

As evidências científicas atuais mostram que a episiotomia de rotina é realizada muitas vezes sem justificativas. As vezes, o trauma gerado pode ser mais  grave que o o causado por uma laceração espontânea, produzindo dor, incontinência urinária e complicações relacionadas à cicatrização no pós-parto, aumentando a necessidade de sutura perineal, sem que existam benefícios significativos para a mãe e o bebê, causando desconforto desnecessário(1).
            
Estudo retrospectivo, caso controle, realizado nos Estados Unidos teve como objetivo identificar fatores de risco para lesão do esfincter anal durante o parto vaginal. Foram verificados os registros de 2078 partos vaginais dentro de um período de dois anos de 1999 a 2001. Dos 2078 partos avaliados, 91 casos (4,4%) apresentaram lesão do esfincter anal documentado(7).
           
Os resultados do estudo identificaram que o parto fórceps e a  nuliparidade como fatores de risco para lesão do esfincter anal reconhecido no momento do parto vaginal. O risco a que esses paciente estão submetidos quando ocorre lesão do esfincter anal é a incontinência anal. Além disso, lacerações esfincterianas estão associadas com aumento da dor período pós-parto e a possíveis complicações de colapso de ferida, a infecção, a reparação e formação de fístula reto vaginal. È importante que tais pacientes que sofreram este tipo de lesão, que sejam acompanhados de perto no pós-parto para avaliar o desenvolvimento de potenciais queixas anorretais(7).

A revisão sistemática publicada pela biblioteca Cochrane (2009) concluiu que a episiotomia seletiva, se comparada à rotineira em todos os partos vaginais, associou-se a menor risco de trauma de períneo posterior, a menor necessidade de sutura e a menos complicações na cicatrização. As evidências demonstram que o uso rotineiro da episiotomia não reduz o risco de trauma perineal severo (lacerações de 3º e 4º graus), não previne lesões no pólo cefálico fetal e nem melhora os escores de Apgar. Além disto, promove maior perda sanguínea e não reduz o risco de incontinência urinária de esforço, dispareunia e dor perineal após o parto(8).

Políticas restritivas episiotomia parece ter muitos benefícios em relação às políticas de episiotomia de rotina. Há menos trauma perineal posterior, menos sutura e menos complicações, nenhuma diferença para a maioria das medidas a dor e o trauma vaginal ou perineal grave, mas houve um aumento do risco de trauma perineal anterior com episiotomia restritiva(8).


Diante do exposto, a recomendação da Organização Mundial de Saúde não é proibir a episiotomia, mas restringir o seu uso, pois em alguns casos ela pode ser necessária. Entretanto, a taxa recomendada não deve ultrapassar 10%, índice encontrado no ensaio clínico randomizado inglês sem associação de riscos maternos ou neonatais(2).

Referências

Notícias

Loading...

Sample Text

Estamos de passagem, mas não viemos a passeio